Reflexões que ligam o chão de fábrica à ciência, a experiência à pesquisa.
Não existe culpado único para a epidemia de adoecimento mental no trabalho. Existe um sistema. E entender esse sistema — com dados, com experiência e com honestidade — é o primeiro passo para mudar alguma coisa.
"Sócrates questionava. Platão imaginava. Aristóteles observava. Eu vivi 17 anos no chão de fábrica, estudei Ciências Políticas e construí uma ferramenta de diagnóstico psicossocial. Minha perspectiva nasce onde a teoria encontra a realidade — e onde o ser humano ainda importa mais do que o número."
— Danilo França de Sousa · Fundador, PG Consultoria
A NR-1 colocou nas costas das empresas a responsabilidade pelo inventário psicossocial. Mas quando o trabalhador acorda às 4h, trabalha 9 horas, paga 40% do salário em dívidas, volta para uma casa sem saneamento e ainda enfrenta um sistema de saúde pública colapsado — quem, de fato, é responsável pelo seu adoecimento?
Ler artigo completo →A Portaria MTE 1.419/2024 entrou em vigor. Mas a maioria das empresas ainda trata como burocracia o que deveria ser cultura.
Vivi e presenciei de perto os efeitos de ambientes organizacionais despreparados para lidar com saúde psicossocial. Senti na pele a pressão, os sintomas do esgotamento e a ausência de escuta. Isso não me tornou vítima — me tornou pesquisador.
O trabalhador que não consegue pagar as contas não consegue se concentrar. Não é fraqueza — é biologia e é economia.